CRASS:
pekeñas luces en la inmensa oskuridad...
Esta
banda inspirada no anarkismo se formou em 1978. Inicialmente kom Penny
Rimbaud/bt e Steve Ignorant/vz, mas a banda teve suas raízes
uma década antes, quando Rimbaud abriu as portas de sua kasa
(um sítio no kampo) a quem quisesse entrar. Olha, a kasa funcionava
no estilo komunitário, ninguém é dono de nada a
não ser de sua própria roupa.
Os CRASS não vestem kouro y nem usam kalçado de kouro,
porque usar kouro significa matança de animais y eles são
totalmente opostos a qualqer tipo de matança. Não komem
karne y todos kompartilham tudo. As dez pessoas ke viviam na kasa y
as 150 ke passaram por ela, são de origem desde o mais pobre
até o mais privilegiado. Eles usam um uniforme limpo, signifikando
um kompleto repúdio ao sistema. Todos atuavam sobre o nome do
CRASS.
Eles eram Ignorant, Rimbaud, Libertine, Vivre, Free, G, Plamer, Wright
y Mick. CRASS iniciou num festival organizado por squatters, em 1982.
Foram proibidos na rádio inglesa komo também em um recital,
no qual, organizaram depois de juntar alguns amigos em um teatro abandonado,
okupando-o por alguns dias y foram expulsos por policiais y grupos civis.
Tentaram uma segunda okupação, mas fracassaram. Então
decidiram okupar outro klub privado: o ZIG ZAG. Kuando a notícia
se espalhou, se juntaram mais de 400 pessoas e nesta noite o ocuparam.
Seguindo de kostume, o CRASS kobriram as paredes de kartazes de frases
anarkistas y pacifistas. Ninguém vigiava o ke fazia em públiko,
kada um se preocupava de si mesmo y chegaram a tokar mais de 12 bandas.
A polícia se fez presente tentando entrar, mas foram repudiados
energikamente. Tiveram que konformarem-se em cuidar das redondezas.
As letras do CRASS são de krítikas y denúncia sobre
a sociedade inglesa. Traduzem a educação de resistir à
repressão policial, à censura polítika, ao mundo
das prisões y as mentiras do governo. Anarkistas pacifistas,
seus sons são o hardkore, porque eles são a mensagem do
CRASS e são firmes komo o nome da banda.
O CRASS tokou para arrekadar dinheiro para a kampanha do desarme nuklear
y também vendem seus diskos pela metade do preço de um
disko komum, já que tem sua gravadora própria y através
dela lançavam novos grupos punks.
Em março de 1979, a banda fez seu primeiro mini-LP chamado de
"5000". Outros simples foram feitos por eles mesmo y vários
foram regravados komo flexi-diskos (diskos de plástiko). Os diskos
do CRASS são "A fome dos 5000", "Cristo, o álbum",
"Sim senhor, o fiz" (baseado no que o príncipe Carlos
acerka de um soldado horrivelmente queimado na guerra das Malvinas e
este o responde: sim, Senhor, o fiz! - quando o príncipe responde
"Fique pronto"), "As estações do CRASS",
y "O detector de merda" (kompilação kom várias
bandas anarko-punks de todo o mundo).
Outras ações do CRASS da banda inkluem participação
em vários jornais, revistas, filmagens e vídeos. Uma evidência
de que sua músika y sua política se difundiram amplamente.Na
Austrália fizeram uma exibição de arte da banda
no komeço de 1983.
Até a primeira Ministra Margareth Tatcher escutou sobre eles
y se sentiu verdadeiramente tokada pela simples frase que lhe dedicaram:
"Como se sente ser a mãe de 1000 mortos?", no qual,
foi uma resposta à absurda guerra das Malvinas(Argentina) y que
era tokado em boates. Um importante polítiko chamou o disko de
"O disko mais vicioso y obsceno ke jamais se havia produzido".
Todos os diários ingleses fizeram duros atakes ao grupo, no qual,
diziam que buskavam "insultar a todos os ke apoiávam à
guerra y al Governo y seus agentes, de silenciar aos ke dizem a verdade...".Vários
temas do CRASS eskandalizaram a imprensa y as autoridades.
PENIS ENVY kon letra em favor das feministas, anarkistas y anti-sexistas,
ke foi promovida uma luxuosa revista para senhoras gordas, komo o ke
deve saber o futuro marido antes de kasarem-se. REVOLUÇÃO
SANGRENTA, ke explikava as tramóias do processo e etc. Todo o
dinheiro das vendas destes diskos foram para kriar um centro anarkista
em Londres.
Em 1981, CRASS organizou uma turnê para mostrar toda a kara ke
tem a luta antinuklear, não falando apenas só do desarme,
fazendo ver um processo total de troka de gente y ke era paralelo a
uma manifestação do mesmo tema por partidos polítikos.
No final de 1983, alguns integrantes do CRASS participaram da okupação
de uma base de mísseis na Itália.
CRASS não keria ke os meios utilizem a revolta ou a idéia
de revolução komo elemento de show ou komo estilo de promoção
komo okorreu kom os Sex Pistols.
Para resistir ao boikote ke sua produção pudesse ter,
montaram o estúdio de gravação CRASS RECORDS, no
qual, houve muitos êxitos nos topos altos das listas y ke promoviam
outros grupos. Eles konvidavam para "Lute por tua vida". Também
publikaram um livro em sua própria kasa editorial, dizendo "Nós
tentamos firmar nossa liberdade kom humor y enkontramos violência
y ódio, violência y ódio. Tentamos firmar nossa
nossa liberdade e nos demos konta ke o Estado, os ke trabalham para
ele y os ke vivem abaixo de sua autoridade são inimigos de nossa
liberdade y entendemos ke havia ke enkontrar outros meios ke não
foram palavras!".
Os shows do CRASS tem um efeito visual fortíssimo, kon violentos
efeitos de bombas, levando os punks ao horror total de uma guerra. Eles
são um grupo polítiko musikal, mas não pertencem
a nenhum partido. Dizem "se não está buskando uma
solução, você é parte do problema".
A insígnia do CRASS é uma meskla dos símbolos da
opressão (família, igreja, estado), a serpente esta enroskada
entre essas koisas y kome a si mesma, assim komo o mal destrói
a si mesmo igual ao poder.
Em outra okasião a banda mesklou gravações de Reagan
e Tatcher komo se eles falavam-se por telefone sobre as Malvinas y o
desarme. Isto kausou grande komoção nos meios oficiais
dos Estados Unidos e fizeram protesto à KGB (a polícia
sekreta russa da époka) - "demonstrando ke as téknikas
usadas pelos yankees são tão efikazes komo se pensa"
(opina Palmer, do CRASS). Em outra reportagem disseram "podem komercializar
a revolução, mas nós não keremos komercializá-la.
Keremos fazê-la!".
CRASS se separou em 1985. Em 1986, sai o disko "Melhor que antes",
kom temas já gravados. As kausas de sua separação
nunka soube-se mas supõem-se ke foi pelo nível tão
cerrado de pensamentos ke tinham para fazer todo o ke eles desejavam,
já ke não podiam tokar em nenhum lugar ke não fosse
Londres, porque em outro lugar tinham muitos gastos y para pagá-los
tinham ke aumentar os preços das entradas ou fazer uma transação
ke não keriam y kada vez mais fechavam os espaços a kausa
dos koerentes ke eran kom sua maneira de pensar. Mas era demasiado o
seu término. Eles komo bandas haviam traçado uma linha
e fizeram muitíssimas koisas. Haviam provokado muitas ações,
fizeram kom ke A GENTE SE LEVANTASSE POR TODO. Foi a primeira banda
a defender os animais; ativistas reais, sua kasa estava permanentemente
vigiada.
Sua ação direta demonstrou kom êxito ke se pode
kriar algo alternativo sem kair nas garras de monstro do espetáculo
y sua indústria. Tudo o ke este grupo levou a kabo ERA SUA RAZÃO
DE EXISTIR. "Você tem esta vida, usa y abusa dela, da moral,
do dinheiro y os meios o controla. Não pode ver os jovens mortos,
o sangue na rua? Kada punho ke levanta, é um kadáver em
teus pés...",CRASS.
"Pensa
ke nasci nesta maldita terra para me governe e assassina? Em tuas grandes
fábricas y oficinas, kom teuss estúpidos sistemas? Pensa
que não tenho outra coisa melhor para fazer ke revoltar-me na
merda? Rogando um pão y a kasa ke são minhas e esperando
pela palmadinha nas kostas? Pensa que não tenho nada melhor ke
ouvir na merda ke vocês me dão? Aprender doces morais,
as eleições, os jogos e agradecer a Deus porque estou
vivo? Me tomou y me ensinou a ser um homem, por meio da força,
o poder desta terra. Tomaste uma mulher y a ensinaste a amar, ser uma
escrava. Me ensinaram a amar, enkontrar uma eskrava y tomá-la,
para ke me sirva.
Mas teu amor só é violação. Deixa-me meus
filhos para ke os mantenham y deforme-os, entupí-los das normas
da normalidade, até que estejam tapados, dou-lhes alimentos ke
vendem em teus negócios. Me dizem ke são boas koisas,
mas são sobras. Tomaste minha saúde kon tua benevolência,
minha dignidade kom tua dependência, a fila dos desokupados. Me
ensinaram a roubar, kuando eu keria repartir. Me deram konfusão
até ke aprendi a obedecer todas as ordens.
Grito nas ruas, mas minha voz é arrebatada. Esta vergonha de
demokracia não me deixam opção de ser livre. Tomaste
meus pensamentos, meus meios de sobrevivência. Puseste a força
de tua arma em minha mão e tua Bíblia, me disseram ke
matara pelo Senhor no Céu. Me deram ódio QUANDO EU SEI
QUE HÁ AMOR". CRASS
Texto:
Decadencia G/GAM (Argentina). Tradução: Joacy Jamys. Artigo
do PUNKS, publicação em espanhol feito pelo GAM (Grupo
Autogestionario Marplatense)/Argentina, sobre a história do punk
mundial. Muito interessante. Foi republicado no jornal GRITO PUNK #12.