Novas
armas contra os novos movimentos
Por
Ygor
Para
enfrentar os novos movimentos, os governos têm desenvolvido novas
armas "não letais" para o "controle de multidões".
O
uso do lixo e o mau cheiro é o recurso mais recente do Pentágono
contra os ativistas e os grupos antiglobalização. Essa
bomba lança um cheiro repelente e que mantém os inimigos
à distância ou dispersa as manifestações.
A nova bomba de mau cheiro deixa fora de combate os oponentes, sem matá-los
ou ferí-los aparentemente... No futuro, ela poderá
ser usada contra o povo de Seatle, frisam fontes do Pentágono.
Durante essa pesquisa, toda a mídia tradicional, utilizou de
vários termos pejorativos que tendem a denegrir ou diminuir os
movimentos sociais como: povo de Seatle, multidões hostis, guerrilha
urbana, turba enfurecida, etc. As citações podem ser encontradas
facilmente em jornais e na internet.
A
história da bomba de cheiro ou "bomba de pestilência"
foi publicada pela revista New Scientist, que cita um porta
voz do pentágono; Ela nos daria uma capacidade de ação
contra grandes massas de pessoas. Esta bomba atua de maneira psicológica.
Segundo os especialistas do pentágono, existe uma relação
entre o cheiro e o medo: um forte odor pode desencadear qualquer coisa
no cérebro. O fedor ideal, segundo os militares americanos,
é aquele que induz no homem uma reação emotiva,
despertando temor e alimentando o sentimento de culpa. Os cientistas
lembram que o mau cheiro "perfeito" para propósitos
defensivos e de repressão é aquele que provoca "uma
resposta emocional profunda" nos seres humanos. Mas há um
problema, os odores podem causar reações distintas em
diferentes pessoas, devido ao condicionamento social e cultural de cada
um.
As
reações aos cheiros são muito variadas e dependem
do grau de educação e do ambiente social do qual provêm.
Pam Dalton, socióloga do Centro Monell Chemical Senses de Filadélfia,
na Pensilvânia, testou odores em voluntários de diferentes
origens étnicas para tentar achar uma "fórmula universal".
Para a New Scientist, a socióloga disse ter encontrado "odores
que transcendem fronteiras culturais". A equipe que está
tentando desenvolver a bomba de mau cheiro ideal, já realizou
testes em voluntários de diferentes etnias, com o objetivo de
encontrar uma fórmula universal.
Outra
nova arma aparentemente não letal apresentada pelo pentágono
e que não estará operando antes de 2009, atinge as pessoas
com uma descarga de energia e provoca dor, mas não deixa feridos
nem maiores conseqüências. Ela também se destina a
dispersar grupos hostis. No começo será instalada sobre
jipes e depois sobre outros meios de combate, como aviões e helicópteros.
A tecnologia da onda dolorosa, denominada Active Denial System, foi
realizada no âmbito de um programa de pesquisa que custou US$
40 milhões. O armamento emite microondas.
Os
fuzileiros americanos já estão utilizando um novo tipo
de armamento que usa feixes de energia eletromagnética não
letal para imobilizar a vítima. Esta arma usa feixes de energia
eletromagnética que aquece a pele da vítima sem causar
danos permanentes. A Vehicle-Mounted Active Denial System concentra
um feixe de microondas que consegue penetrar nos tecidos aquecendo a
umidade na superfície até 54 graus centígrados,
porém o feixe não alcança as camadas mais profundas
da pele. Segundo o comunicado esta arma pode alcançar alvos com
distâncias superiores a 750 metros.
Todo
esse aparato e o discurso de não letal é simplesmente
ridículo, já conhecemos os efeitos devastadores do gás
lacrimogêneo, da repressão e seus agentes e suas repercussões
físicas e psicológicas. Essas novas armas são muito
mais devastadoras e infringem diretamente os direitos de manifestação
e convicção política do individuo, bem como os
direitos humanos do cidadão...
A
ofensiva contra os movimentos anticapitalistas ou antiglobalização
vem à tona com o crescimento fascista na Europa que desencadeou
na maior repressão já vista aos movimentos, com o assassinato
do ativista Carlo Giuliani em Gênova durante a reunião
do G8. Os planos de sufocar o movimento são articulados pelos
Estados Unidos. A filósofa Susan George discute no jornal Il
Manifesto o contra ataque ideológico que estaria sendo articulado
pelas instituições que representam o capital, que são
alvos preferenciais das manifestações. No texto, que sairá
no Le Monde Diplomatique de agosto, George defende que o FMI, o Banco
Mundial e publicações como o Financial Times, The Economist,
buscam não só desacreditar, enfraquecer, manipular esses
movimentos, mas também aniquilá-los!
O
CMI Brasil também já sofreu a ofensiva, foi atacado e
monitorado pelo estado, agencias de informação do Brasil,
Itália e Argentina através de e-mails e novos vírus,
agentes infiltrados no chat do CMI e nas manifestações,
proporcionando as mais diversas formas de violação de
direitos humanos.
Aqui
no Brasil as polícias estão entre as instituições
mais resistentes à modernização, possuem a mais
arcaica, dispendiosa e ineficiente estrutura policial, mas, quando,
em escala nacional, comprometem sua função pública,
perdem a confiança da população e causam grave
apreensão política. Aí, precisam de profunda intervenção
e humanização, se é que isso é possível,
que assegurem sua capacidade de atendimento das necessidades sociais
ou a extinção completa de sua instituição.
A noticia mais recente é a da criação de mais um
aparato de repressão, a Guarda Nacional, projeto obscuro do desgoverno
FHC, que assegura a intervenção desta quando da greve
das outras polícias...
Outro
instrumento em uso pelo capital que agoniza é o Echelon. É
um sistema utilizado pela NSA, a Agência de Segurança Nacional
dos Estados Unidos e seus parceiros, Inglaterra, Canadá, Austrália
e Nova Zelândia, para interceptar e processar comunicações
internacionais difundidas via satélite em quaisquer locais do
planeta, sejam essas conversas telefônicas ou de celular, fax,
e-mails, telex, chats de comunicação, mensagens de pagers
ou qualquer outra modalidade de comunicação. O programa
espião "filtra" palavras ou grupos de palavras através
de um dicionário, que possam denotar algum perigo à segurança
nacional dos detentores do capital...
Fonte:
www.indymedia.org